quinta-feira, agosto 24, 2006

Como se filiar ao PT

Quem pode se filiar ao PT?
Todo brasileiro, homem ou mulher, com o mínimo de 16 anos de idade, que deseje, como o PT, mudar de verdade o Brasil e concorde com seu Estatuto.

O que fazer para se filiar?
Você precisa preencher uma ficha com seus dados pessoais. Esta ficha é uma declaração de concordância com os ideais e princípios do Partido dos Trabalhadores. Uma vez aprovada sua filiação, você vai receber por correio, em sua casa, a carteirinha de filiado.

Onde se filiar?
É só procurar o Diretório Municipal ou Zonal do PT de sua cidade.

Tenho que pagar para me filiar ao PT?
Sim. Atualmente, a contribuição anual é de apenas R$ 5 para quem ganha até 3 salários mínimos. De 3 a 6 salários mínimos é de 0,5% da renda líquida e acima de 6 salários mínimo 1% da renda líquida.

Porque o filiado tem que fazer essa contribuição?
O PT entende que a contribuição de seus filiados deve ser a principal forma de sustentação do Partido, garantindo assim sua independência. É com este dinheiro que o Partido desenvolve as suas atividades.

Qual é a documentação necessária para se filiar?
Você somente deve apresentar seu Título de Eleitor e preencher corretamente a ficha de filiação com todos os seus dados.

Posso me filiar por telefone ou pela internet?
Não. Para se filiar ao PT é realmente necessário procurar o Diretório Municipal ou Zonal do PT de sua cidade e preencher lá a sua ficha de filiação.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Decretada prisão de tucano

O prefeito de Itaberaba, Washington Luiz Deusdedith Neves (PSDB), ligado ao deputado federal Jutahy Júnior (PSDB), está desde ontem foragido da polícia. Ele teve a prisão decretada pelo juiz Mário Soares Caymmi Gomes, da 1ª Vara Cível da comarca do município, porque não pagou uma dívida de R$8,7 mil, de 2003, quando estava no primeiro mandato – o gestor foi reeleito em 2004 -, com a empresa União Química Farmacêutica Nacional S/A, com sede em São Paulo. O pagamento da dívida foi uma determinação da Justiça baiana, que o tucano não cumpriu, daí porque foi decretada a prisão.

O prefeito, que foi cassado em fevereiro deste ano por determinação do mesmo juiz, após ser acusado pelo Ministério Público Estadual (MP) de desviar R$122.862,36 dos cofres municipais – ele retornou ao cargo por determinação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ) -, foi procurado durante todo o dia de ontem por uma tropa de oito policiais, a mando do delegado Claudio Oliveira, responsável pela 12ª Coordenadoria Regional de Polícia. As buscas, garantiu o delegado, prosseguem hoje.

O titular da 1ª Vara Cível de Itaberaba também decretou a prisão do ex-secretário de Saúde do município, Albin Johan Jursa, que, em 2003, era titular da pasta. Ele chegou a ser preso na delegacia, mas foi liberado sob pagamento de fiança no início da noite.
Segundo a advogada Adriana Luizari Rozaz, gerente jurídica da União Química Farmacêutica Nacional S/A, que entrou com um mandado de segurança, no final de 2003, pleiteando o pagamento da dívida, a empresa fez um contrato administrativo com a prefeitura de Itaberaba no valor total de R$17,4 mil, para o fornecimento de medicamentos e mediante licitação.
“A prefeitura insistia em não pagar a dívida. Então fizemos um acordo para dividir o valor em quatro parcelas. A prefeitura não cumpriu o pagamento de duas delas, que totalizam R$8,7 mil. Mas a Justiça foi feita, felizmente”, comemorou a advogada.

A notícia da decretação da prisão do prefeito pegou de surpresa a cidade. Os vereadores da oposição comemoraram. “Foi uma surpresa porque não esperávamos. Mas, por outro lado, conhecemos o prefeito e sabemos que ele não gosta de pagar suas contas. Ele gosta, sim, é de desviar recursos públicos, como já foi denunciado pelo MP”, disse o vereador Ricardo Pimentel (PTdoB).

O MP levou cerca de um ano para levantar provas consistentes contra Washington Neves, com base em denúncias do vereador Ricardo Pimentel (PTdoB). E descobriu um esquema gigantesco de desvio de recursos públicos, envolvendo a prática de crimes como peculato, fraude em licitações, falsidade documental e ideológica, falsificação de assinaturas, uso de documentos falsos e extravio de registros públicos, formação de quadrilha, todos praticados em prejuízo ao erário.
O esquema, comandado pelo gestor, envolvia também outras 16 pessoas, entre agentes públicos e particulares. Entre as denúncias está a compra de medicamentos em empresas fantasmas e até falsificação de documentos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Fonte: Correio da Bahia (18.08.2006)

quinta-feira, agosto 03, 2006

Boninal na rota dos sanguessugas

PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA FEDERAL
SEÇÃO JUDICIÁRIA DO MATO GROSSO
JUÍZO DA SEGUNDA VARA
Processo nº 2006.36.00.007594-5
Classe 13404 Procedimento Especial 1 organizações criminosas
Autor Ministério Público Federal
Réu Luiz Antônio Trevisan Vedoin

Processo nº 2006.36.00.008041-2
Classe 13403 Procedimento Especial 1 Organizações Criminosas 1 Outras
Autor Ministério Público Federal
Réus Darci José Vedoin E Outro

AUTO DE INTERROGATÓRIO

QUE no Estado da Bahia, o interrogando realizou licitação nos seguintes municípios: Água Fria, Amélia Rodrigues, Anajé, Barra da Estiva, Belmonte, Boninal, Brejões, Caatiba, Capela do Auto Alegre, Ruraçá, Dom Basilio, Ilhéus, Irecê, Lapão, Lauro de Freitas, Maragogipe, Monte Santo, Muritiba, Parepiranga, Piribá, Planaltino, Planalto, Poções, Riachão das Neves, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho, Teixeira de Freitas, Uauá, Valença e Vanderlei;

QUE o interrogando não se recorda de ter realizado pagamento a servidores ou a prefeitos desses municípios;

QUE todas as licitações estavam direcionadas e eram de conhecimento dos prefeitos;

QUE os deputados Reginaldo Germano, Coroliano Sales e Robério Nunes foram os responsáveis por emendas em favor desses municípios;

QUE com relação ao Deputado Jonival Lucas Júnior, gabinete 815, respondeu às perguntas que se seguiram;

QUE foi apresentado ao parlamentar pelo deputado Ricarte de Freitas, no ano de 2004;

QUE nunca chegou a acertar, previamente, qualquer comissão sobre emendas a serem apresentadas;

QUE durante o ano de 2004, em face de emenda já apresentada, em favor do município de Bonínal, no valor de R$ 73.000,00, para aquisição de unidade móvel de saúde, o interrogando e o parlamentar acertaram o pagamento de uma comissão de 10% sobre essa licitação, o que, de fato, veio a concretizar-se com a transferência empresa Unisau, em favor de Iomar Oliveira T. FH., no valor de R$ 7.300,00 conforme fls, 42 do avulso V;

QUE Iomar é assessor parlamentar do deputado;

QUE a transferência não se destinava ao assessor, mas, sim, ao parlamentar, a título de comissão;

QUE foi o próprio parlamentar quem entrou em contato com o prefeito de Boninal, para avisar que o interrogando iria procurá-lo para acertar os detalhes da licitação;

QUE para os exercícios de 2005 e 2006, nenhuma emenda foi apresentada para a execução do interrogando;

QUE o interrogando esclarece que o gabinete 815 pertence ao deputado Jonival Lucas Júnior;

Sanguessugas

Suspeitos de sugarem o dinheiro do povo
Correio Braziliense - 28/07/2006


Informações extraídas do depoimento à Justiça do empresário Luiz Antônio Vedoin, chefe dos sanguessugas que lucraram com a venda superfaturada de ambulâncias a prefeituras.

Ney Suassuna (PMDB-PB) — O acerto era com Marcelo Cardoso de Carvalho, assessor do senador Suassuna. Vedoin nunca se reuniu com o senador, mas diz que que sabia do direcionamento das emendas.O acordo era para pagar 10% do valor das emendas, num total de R$ 200 mil. Detalhou pagamentos no valor de R$ 237 mil, entregues na mão do assessor em 14 encontros, entre fevereiro e novembro de 2005. Vedoin diz pagou a Marcelo mais que a propina devida, a título de adiantamento.

Magno Malta (PL-ES) — Fez pessoalmente um acordo com o senador, prometendo 10% sobre uma emenda de R$ 1 milhão. Como “adiantamento”, entregou ao parlamentar um carro Fiat Ducato, mas Magno Malta descumpriu o acordo e não apresentou a emenda.

Serys Slhessarenko (PT-MT) — O genro da senadora, Paulo, teria pedido R$ 35 mil para pagar uma dívida de campanha.A senadora apresentou uma emenda de R$ 700 mil para compra de ambulâncias. Vedoin diz ter dado o dinheiro a Paulo na sede da Planam, em Cuiabá.

Paulo Feijó (PSDB-RJ) — Acertou pessoalmente a apresentação de uma emenda de R$ 2 milhões em 2003,em troca de uma comissão de 10%. O pagamento foi dividido em 11 parcelas, que saíram do caixa de quatro empresas da família Vedoin e seus sócios. Um depósito foi feito na conta da mulher do deputado.

Ricardo Rique (PL-PB) — Em 2003,fez pessoalmente acordo para receber propina de 10%. Recebeu R$ 30 mil,em dinheiro e na conta de dois assessores.

Raimundo Santos (PL-PA) — Fez um acordo pessoal para receber 10% do valor das emendas. Parte do pagamento da propina teria sido paga a Ubiratan Lovelino Filho, um “agiota do Pará a quem o parlamentar estaria devendo”. Para disfarçar, quem fez os depósitos foi um motorista de Vedoin. O deputado indicou contas de assessores para os outros depósitos. Reclama que pagou R$ 104,6 mil a mais que o combinado e que o deputado não devolveu o “empréstimo”.

Ricarte Freitas (PTB-MT) — Apresentou outros deputados a Vedoin , a quem conheceu em 1999. Recebia comissão de 10%, mas pediu 15% em 2000,“ano de eleição”. Recebeu R$ 519 mil e um carro Fiat Ducato, no valor de R$ 72 mil, que devolveu,
reclamando que “pulava muito”. Um dos pagamentos, de R$ 143 mil, foi para pagar uma dívida do deputado com uma empresa de
factoring.

Nilton Capixaba (PTB-RO) — Parceiro de Vedoin desde1999. Suas emendas para o esquema somam R$ 7,4 milhões. Recebia pagamentos em sua própria conta, em mãos, ou na conta de assessores, como Wagner Sérgio Silva e Francisco Machado Filho. Para disfarçar, parte dos pagamentos era feita por uma empresa de factoring, a VR.Um pagamento, de R$ 50 mil foi feito em mãos, no dia 31 de agosto de 2005, no apartamento 601 do Hotel Meliá Brasília.

Fernando Gonçalves (PTB-RJ) — Recebia 10% por emenda. Recebeu um ônibus odontológico como adiantamento em 2001. Em abril de 2002, recebeu R$ 50 mil em mãos,em Brasília. Outros R$ 150 mil foram pagos em parcelas. Um dos laranjas era o irmão do chefe de gabinete. Ficou devendo R$ 167,5 mil de “adiantamento”.

Neuton Lima (PTB-SP) — Recebeu depósito de R$ 25 mil na própria conta. Outros pagamentos foram feitos por empresas laranjas. Em 2003, ganhou um microônibus.

Cesar Bandeira (PFL-MA) — Recebia 10% por emenda. Entre fevereiro e março de 2004, recebeu R$ 10 mil em mãos. Outros depósitos foram na conta de seu assessor Rainier Souza.

Josué Bengston (PTB-PA) — Não tinha percentual fixo de propina, mas recebia “ajuda”. Dois pagamentos de propina, no total de R$ 39 mil foram feitos em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular para “construção de um templo”.Também recebeu dinheiro na própria conta.

Edir Oliveira (PTB-RS) — Recebia 10% e indicou como laranja Rafael Zancaro Oliveira.

Jonival Lucas Júnior (PTB-BA) — Recebeu R$ 7,3 mil de propina,em nome de Iomar Oliveira. Cleuber Carneiro (PTB-MG) — Em troca de 10% de propina, o próprio deputado reuniu os prefeitos beneficiados pela emenda em seu gabinete e acertou o direcionamento das licitações. Recebeu R$ 42 mil,em espécie.
Reginaldo Germano (PP-BA) — Recebia 10%. Sua assessora, Suelene, falava com as prefeituras para direcionar os contratos.
Entre os pagamentos,um de R$ 15 mil foi feito na conta do deputado, em 23/12/2005.

Vieira Reis (PRB-RJ) — Recebia 10%,em depósitos nas contas de assessores.

José Militão (PTB-MG) — Recebia 10% nas contas de dois laranjas: Ricardo Paes e Auler Coelho.

Coriolano Sales (PFL-BA) — Recebeu de presente uma impressora, no valor de R$ 120 mil, para usar na campanha municipal em Vitória da Conquista (BA).

Celcita Pinheiro (PFL-MT) — A deputada procurou Vedoin em 2002, pedindo ajuda para campanha e recebeu dois cheques, de R$ 25 mil cada. Depois, apresentou emendas de R$ 320 mil para o esquema.

João Grandão (PT-MT) — Recebia 10%, em depósitos na conta do assessor Jamil Félix Naglis Neto.Apresentou emendas no valor de R$ 700 mil.

Cleonâncio Fonseca (PP-SE) — O deputado manipulou pessoalmente uma licitação em uma maternidade na cidade de São Miguel do Aleixo. Ganhou R$ 19 mil, dos quais R$ 15,5 mil em mãos.

Marcos de Jesus (PFL-PE) — Ganhou R$ 24 mil, dos quais a metade em dinheiro, no próprio gabinete.

Erico Ribeiro (PP-RS) — Teria apresentado emendas em 2004 no valor de R$ 1,26 milhão, em troca de 10%. Vedoin diz que
adiantou R$ 10 mil para o assessor Flávio Santos Silva. As emendas não foram executadas e ele reclama que o deputado não devolveu o dinheiro.

Paulo Baltazar (PSB-RJ) — Recebia 10%.Apresentou emendas para ambulâncias e equipamentos de informática. Todos os pagamentos foram em dinheiro. Em março de 2006 recebeu R$ 50 mil no Aeroporto do Galeão.

Carlos Nader (PL-RJ) — Vedoin conta que ele exigiu propina até de um negócio que não deu certo, com um hospital do Rio. Foram R$ 32 mil,em espécie, no gabinete. Depois, recebeu R$ 40 mil de adiantamento por emendas, mas “revendeu-as” a um concorrente de Vedoin. Embolsou mais R$ 72 mil.

Reinaldo Gripp (PL-RJ) — Suplente do deputado Bispo Rodrigues, teria rachado com ele a comissão de 10%.Recebeu R$ 200 mil em cheques. Como as emendas não foram empenhadas, Vedoin cancelou um cheque de R$ 100 mil.

Eduardo Seabra (PTB-AP) — Vedoin nunca falou pessoalmente com ele. O contato era o chefe de gabinete Pedro raga Souza Júnior, que também recebia a propina.

Pastor Amarildo (PSC-TO) — Também falou diretamente com os prefeitos sobre as fraudes. Ganhou um microônibus com palco para usar na campanha.

Heleno Silva (PL-SE) — Recebeu R$ 50 mil de adiantamente, mas Vedoin só ganhou R$ 9,6 mil com suas emendas. Reclama que o deputado andava “esquivando-se dele” para não devolver o dinheiro.

Helenildo Ribeiro (PSDB-AL) — Outro caso em que as emendas não deram certo, mas embolsou adiantamento de R$ 10 mil. Metade em dinheiro e metade na conta do filho James.

Amauri Gasquez (PL-SP) — Começou com 10% e subiu para 12% de propina. Entre os pagamentos, um de R$ 10 mil foi feito em mãos no gabinete em 15/06/2004.

Carlos Dunga (PTB-PB) — Vedoin reclama que ele se “empenhava pouco” para liberar o dinheiro. Mesmo assim, recebeu R$ 23,5 mil de adiantamento. Em 8/3/2004, recebeu um cheque de R$ 5 mil do Bradesco.

Marcondes Gadelha (PSB-PB) — Ganhava 10% e apresentou emendas de R$ 1,2 milhão em 2004. Recebeu o dinheiro em nome de Francisco Azevedo.

Cabo Júlio (PMDB-MG) — Fazia reuniões em sua chácara com os prefeitos e a Planam. Recebeu 14 pagamentos na própria conta bancária. Recebeu R$ 83 mil. Outro depósito, de R$ 2 mil, foi para “comprar um presente de aniversário para o deputado”.

Iris Simões (PTB-PR) — Recebia 10% e suas emendas foram de R$ 1,5 milhão. Indicou assessores para receber.

Benjamim Maranhão - Falava diretamente com Vedoin. Recebeu R$ 40 mil, sendo R$ 25 mil em dinheiro e R$ 15 mil na conta.

Robério Nunes (PFL-BA) — Ganhou R$ 25 mil, sendo R$ 10 mil na conta de um assessor e o resto em dinheiro.

Enivaldo Ribeiro (PP-PB) — Recebia 10% por emenda, parte na própria conta, parte na do chefe de gabinete.

Agnaldo Muniz (PP-RO) — Recebeu R$ 10 mil de propina, na conta de Floripes Santos.

João Caldas (PL-AL) — Fez pessoalmente o acordo para ganhar 10%. Organizou reunião com prefeitos em seu gabinete em Maceió com a Planam, para fraudar as licitações. Recebeu R$ 50 mil em mãos. Outros depósitos foram para laranjas.

Lino Rossi (PP-MT) — O deputado que apresentou Vedoin ao Congresso e foi seu parceiro desde 2000. Lista tem 62 pagamentos a Rossi, além da doação de um Fiat Ducato e do empréstimo de um micrônibus para a campanha.

Benedito Dias (PP-AP) — Criou uma empresa, a Amapá Serviços, para receber a propina. Os sócios eram Vedoin, um assessor do deputado e um cunhado dele.

Coronel Alves (PL-AP) — Recebeu um ônibus e mais R$ 25 mil em espécie, no gabinete.

Bispo Wanderval (PL-SP) — Ganhou R$ 50 mil na conta de um assessor. Outros R$ 50 mil foram pagos a uma concessionária em Brasília como parte do pagamento de uma BMW comprada pelo parlamentar.

Paulo Magalhães (PFL-BA) — Vedoin inocenta o deputado. Diz que ele nunca pediu comissão.

Pedro Henry (PP-MT) — O próprio deputado negociava com os prefeitos. Ganhou uma Blazer 0km, além dos pagamentos em dinheiro.

Reinaldo Betão (PL-RJ) — Ganhou um Fiat Fiorino transformado em ambulância.

Wellington Fagundes (PL-MT) — Recebeu R$ 100 mil em dinheiro,em diversas parcelas. Pegava pessoalmente.

Itamar Serpa (PSDB-RJ) — Vedoin nunca esteve com o deputado. Combinava tudo com a assessora Maria José, a quem entregou R$ 69 mil em dinheiro.

Ildeo Araújo (PP-SP) — Vedoin diz que o deputado, eleito pelo Prona com 200 votos,“não tinha compromisso com o mandato e
vendeu as emendas”. Recebeu R$ 19,2 mil na conta de um assessor.

Isaias Silvestre - Embolsou R$ 82 mil em espécie.

João Batista (PP-SP) — Nunca falou com Vedoin. O contato era o assessor Marcelo Antônio Andrade. Ele e a mulher receberam R$ 28 mil.

Eduardo Gomes (PSDB-TO) — Vedoin não pagou propina direta. Entregava dinheiro a um intermediário na venda de veículos e não sabe se algo era repassado ao parlamentar.

Maurício Rabelo (PL-TO) — Recebia 10% e apresentou outros deputados a Vedoin. Recebeu R$ 80 mil em dinheiro, sendo parte no gabinete.

Edna Macedo (PTB-SP) — Ganhou R$ 40 mil, dos quais R$ 30 mil em dinheiro e o resto na conta do filho.

Gilberto Nascimento (PMDB-SP) — Reclama que o deputado não cumpriu o combinado. Por isso, não pagou nada.

Jeferson Campos (PTB-SP) — Ganhou um ônibus odontológico para usar na campanha do irmão a vereador.

Marcos Abramo (PP-SP) — Ganhou R$ 54 mil em dinheiro, numa reunião no Hotel Meliá.

Irapuan Teixeira (PP-SP) — Além de uma máquina de cafezinho para o gabinete, recebia 10% por emenda.No final de 2005, ganhou R$ 22 mil em dinheiro no gabinete.

João Correia (PMDB-AC) — Ganhou R$ 12 mil. Ia ganhar mais R$ 12 mil, mas Vedoin foi preso.

Júnior Betão (PL-AC) — Vedoin entregou R$ 170 mil em dinheiro a Vander Rosa, sogro e chefe de gabinete do deputado.

Marcelino Fraga (PMDB-ES) — Apresentou emendas para o esquema no valor de R$ 750 mil, mas não ganhou nada porque o dinheiro não foi liberado.

Feu Rosa (PP-ES) — Deveria ter ganho 10%, mas não recebeu nada.

Nilton Baiano (PP-ES) — Também não ganhou um centavo, apesar do acerto.

Osmânio Pereira (PTB-MG) — Ganhou R$ 20 mil em dinheiro.

Vanderlei Assis (PP-SP) — Embolsou R$ 40 mil em espécie e mais R$ 20 mil na conta de assessores.

Almir Moura (PFL-RJ) — Ganhou R$ 20 mil, pagos no estacionamento de um restaurante no Rio.

Elaine Costa (PTB-RJ) — Vedoin diz que ela ganhou R$ 200 mil “a título de comissão”.

João Mendes de Jesus (PSB-RJ) — No fim de 2004, recebeu R$ 40 mil, em 2005 mais R$ 45 mil e em 2006 outros R$ 70 mil. Sempre em dinheiro.

José Divino (PRB-RJ) — Vedoin afirma ter pago R$ 60 mil, em dinheiro e depósitos na conta do deputado.

Alceste Almeida (PTB-RR) — Recebeu cinco parcelas de R$ 12 mil, no gabinete em 2005.

Adelor Vieira (PMDB-SC) — Recebia “ajuda, sem percentual fixo”. Ganhou R$ 40 mil.

Pastor Jorge (PL-DF) — Ganhou R$ 30 mil em espécie, além de R$ 5 mil para um assessor.

João Magalhães (PMDB-MG) — Ganhou R$ 42 mil em espécie, no Hotel Meliá, em fevereiro de 2006.

Tetê Bezerra (PMDB-MT) — A deputada se comprometeu a apresentar uma emenda na área de saúde e outra na ciência e tecnolgia. O empresário pagou com dois carros de som no valor de R$ 50 mil.

Josias Quintal (PSB-RJ) — Acertou, a título de comissão, a entrega de um veículo Fiorino ambulância usado para a Santa Casa de Santa Rita. Mas o deputado não apresentou emendas para o grupo.

Ex-parlamentares

Múcio de Sá — Acertou pessoalmente a propina de 10%. O deputado indicou seis laranjas para receber o dinheiro.

Ronivon Santiago — “Alugou” o mandato à Planam, recebendo 10% e apresentando emendas para outros estados.

Laire Rosado — Fechou acordo para receber 10%. Entre as emendas combinadas com o esquema, uma de R$ 3 milhões foi para uma fundação controlada por sua família. Indicou 14 laranjas para receber a propina, entre assessores, parentes e empresas.

Cornélio Ribeiro (PL-RJ) — Começou recebendo 10%. Como não foi reeleito, a propina foi cortada pela metade.Vedoin chegou a pagar um cheque devolvido do deputado.

Santos Filho (PFL-PR) — Recebeu R$ 55 mil. Destes, R$ 30 mil foram entregues em mãos.

José Carlos Elias (PTB-ES) — Recebia R$ 8 mil por ambulância comprada com suas emendas. O dinheiro ia para conta de sua mulher, Elisabethe.

José Antônio Nogueira de Souza (PT-AP) — Em troca de emendas, recebeu ajuda financeira de Vedoin na campanha para prefeito em 2002.

Ronildo Leal - Acertou 10% por emenda. Além, do dinheiro, ganhou um aparelho de ultrassom no valor de R$ 70 mil. Um cheque, de R$ 15 mil foi emitido pela empresa Santa Maria para o parlamentar.

Almeida de Jesus (PL-CE) — Recebia 10% por emenda e a fraude nas concorrências era feita de seu gabinete pela assessora
Zélia Henriques. Indicou três laranjas para receber o dinheiro.

Matusael do Nascimento (PST-RJ) — Recebeu dois depósitos na própria conta, no valor de R$ 23 mil. Outros R$ 9 mil foram para o assessor Marco Antonio Malheiros.

Wagner Salustiano (estadual,PSDB-SP) — Encaminhou dinheiro para licitações fraudadas das entidades ABC e Pestalozzi. Recebeu R$ 80 mil,sendo R$ 65 mil em um veículo Iveco entregue para a empresa do deputado.

Helber Silva (PST-RJ) — Recebeu R$ 31,5 mil de propina, na conta do assessor Edson Siqueira Menezes.

Romeu Feijó (PTB-CE) — Recebia 10%, em nome de quatro laranjas.

Luiz Eduardo — Recebeu R$ 20 mil, na própria conta.

Dino Fernandes (PPB-RJ) — Fez os contatos com os prefeitos para direcionar as licitações. Recebeu R$ 35 mil na conta corrente e um cheque de R$ 25 mil.Também pediu um depósito para mulher, Lira.

Nair Lobo (PMDB-GO) — Ganhava 10% por emenda.A própria deputada teria negociado com os prefeitos, Ela teria pedido um depósito de R$ 20 mil para Mi Tema Flores Ltda.

Fonseca Júnior (PFL-ES) — O deputado teria negociado a fraude com os prefeitos e recebia propina em nome de seu chefe de gabinete André S. Souza.

Candinho Matos (PSDB-RJ) — Vedoin entregou à PF uma folha manuscrita pelo deputado com o nome e os dados de sua “laranja”, Isabel Maria Alves Lopes.

Emerson Kapaz (PPS-SP) — O próprio parlamentar teria feito contato com os prefeitos para fraudar licitações. Teria recebido
dois cheques, no valor de R$ 52,5 mil como “garantia”. Depois os cheques foram resgatados por depósitos da Planam na conta
de laranjas.

Gessivaldo Elias — Recebeu R$ 20 mil, em dinheiro.A fraude foi com uma entidade do deputado.

Aldir Cabral — Ganhou R$ 20 mil,em nome do chefe de gabinete, Marcelo Antônio de Andrade.

De Velasco (PSL-SP) — Vedoin não lembra quanto pagou, mas diz que foi em dinheiro, no hotel Meliá.

Bispo Rodrigues (PL-RJ) — Além da propina, que chegou a R$ 300 mil, pediu a Vedoin ajuda para pagar R$ 200 mil a uma
assessora que o chantageava ameaçando denunciar o esquema. R$ 20 mil foram pagos.

José Carlos Martinez (PTB-PR) — Em troca de emendas, pagava despesas do parlamentar, como festas ou camisetas de campanha. Os depósitos iam para a assessora Isabel Carneiro.

Zé Índio (PMDB-SP) — Combinou propina de 10%, mas não foi reeleito e repassou as emendas a outro deputado.

Carlos Bezerra (PMDB-MT) — Acertou o pagamento de R$ 100 mil a uma empresa de marketing que trabalhou na campanha do ex-senador. Os depósitos da planilha referem-se a parte desse pagamento.

André Luiz (PMDB-RJ) — O empresário Ronildo Medeiros depositou R$ 10 mil na conta pessoal do então deputado, como comissão por uma emenda de R$ 96 mil.

terça-feira, junho 27, 2006

Como a mídia enrola e mente

Por Laerte Braga - 16 de junho de 2006

O Instituto Nacional de Criminalística entregou à Polícia Federal o resultado do exame da assinatura de Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas e um dos tesoureiros das campanhas de FHC, José Serra, Eduardo Azeredo e um monte de deputados e senadores de vários partidos, principalmente PSDB, PFL e PMDB.

A briga de Roberto Jéferson com o ex-ministro José Dirceu começou numa disputa pelo lugar de Dimas Coelho. Jéferson admitiu ter recebido 75 mil reais de Dimas em uma de suas campanhas.

O PTB, uma quadrilha intermediária no rol dos partidos quadrilhas, queria o lugar de Dimas, lógico, milhões de reais à disposição para o esquema. Como não conseguiu, Roberto Jéferson botou a boca no trombone.

À época a chamada grande mídia silenciou sobre esses fatos. Não disse nada, ou disse muito pouco sobre a chamada Lista de Furnas. "VEJA" então sequer tocou no assunto senão para desqualificar a denúncia. Ou para usá-la contra o governo.

Os cartórios que reconheceram a firma de Dimas e autenticaram cópias do documento original da lista, divulgaram nota pública afirmando que não o fizeram sem que o original estivesse em mãos para tanto.

O grau de cinismo de um político corrupto como Antônio Carlos Magalhães é impressionante. O senador fala em honestidade na vida pública como se fosse o paladino da decência e da dignidade.

ACM Neto comportou-se de forma histérica na CPI que investigava o mensalão. Está na Lista de Furnas. Pegou uma grana.

José Serra levou outra grana para sua campanha. Eduardo Azeredo outra tanta grana. O deputado Arnaldo Faria de Sá, o tal que se sentiu ofendido pelo advogado do PCC (concorrente nos negócios), está lá na lista.

Robson Tuma e o principal defensor dos latifundiários no País, Abelardo Lupion. Jutahi Magalhães, que quase teve crises ao defender a honestidade na vida pública também está lá.

A quantidade de pastores e "bispos" que ludibriam a boa fé das pessoas num dos melhores "negócios" dos últimos tempos, igrejas evangélicas e que está na lista assusta. Percebe-se, com clareza, o nível de banditismo existente nos principais partidos do País e mais que isso, fica óbvio a disputa de poder, a busca da chave do cofre.

O Estado brasileiro é a mãe de todos eles. Provém a políticos num modelo falido porque podre.

Jair Bolsonaro, o torturador que levou outro torturador ao depoimento de José Genoíno recebeu cinqüenta mil reais da turma da Lista de Furnas. Alberto Goldman, o que defendeu o impedimento de Lula. Zulaiê Cobra, que investiu contra Dirceu como se fosse a campeã da moralidade. Ambos estão na lista.

E a mídia?

Nada. A não ser que o fato escape ao controle vai ficar guardado.

Não há interesse em noticiar o que contraria interesses de banqueiros, de grandes empresas, de latifundiários. São os donos, são os principais acionistas. São os que enchem as televisões de verbas publicitárias. Os jornais, as revistas.

Dimas Toledo foi para Furnas operar o esquema de dinheiro das estatais para as campanhas tucanas. Permanece no cargo, lógico, pois José Dirceu percebeu sua importância para as eleições futuras. Dimas não tem partido. Seu compromisso é com quem paga.

Já a mídia, essa esconde, escamoteia, não quer que o brasileiro saiba que de quinhentos e cinqüenta, sei lá, deputados, e mais oitenta e um senadores, sobram, no máximo, uns cinqüenta de fato comprometidos com um mandato público lato senso.

O resto é a turma das listas.

E a mídia? Essa está no bolso dos donos.

Aos saqueadores dos cofres públicos da Bahia

A Polícia Federal começou a ouvir 80 implicados na Lista de Furnas. A assinatura do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, é autêntica, conforme a perícia. A lista contém 156 nomes de políticos que teriam sido financiados pelo caixa 2 nas eleições de 2002.

Até agora só Roberto Jefferson (PTB), autor das denúncias do suposto mensalão confessou ter recebido R$ 75 mil do caixa 2 de Furnas, conforme consta da lista.

A maioria dos políticos é do PFL e do PSDB. A lista foi fartamente divulgada pela Internet. José Serra e Geraldo Alckmin estão lá. Aécio Neves está lá.

Da Bahia tem muitos, entre eles, Paulo R$ 250 mil Magalhães, sobrinho de ACM, Fábio R$ 200 mil Souto, filho de Paulo Souto, ACM R$ 150 mil Neto, Luiz R$ 100 mil Carreira, Jairo R$ 100 mil Carneiro, Gerson R$ 75 mil Gabrielli, José Carlos R$ 75 mil Aleluia. A lista não prova que essa gente recebeu a grana, mas todos são suspeitos para a Polícia Federal. Serão investigados.

Aparece o original da "Lista de Furnas"

A lista de Furnas parece ter se transformado em mais um da série de escândalos que eclodiram em meio às turbulências políticas em Brasília e freqüentaram as manchetes dos jornais para, logo em seguida, cair no mais absoluto esquecimento e descrédito.

Parecia.

A investigação sobre a suposta arrecadação clandestina de doações eleitorais a quais 160 candidatos, organizada pelo então diretor da estatal Dimas Toledo, ganhou novo fôlego.

Após meses de idas e vindas, negativas e contradições, o lobista Nilton Monteiro entregou à Polícia Federal o que afirma ser o original da tal lista.

Perícia encomendada pelos delegados responsáveis pelo inquérito atestou não existirem sinais de fraude no documento. Atestou ainda que a assinatura no final das páginas pertence mesmo a Dimas Toledo.


Leia trecho no site da APCF - Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais

Confira no site da Carta Capital e leia reportagem no número 398, de 21 de Junho de 2006

Carta aberta ao senador Arthur Virgílio

Vi com perplexidade o depoimento de V.Exa. na tribuna do Senado na noite de ontem. Mais uma vez utilizando-se de bravatas e agora numa atitude de chantagem explícita, o senhor desafia o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a derrubar o laudo da Polícia Federal que atesta a autenticidade da "lista de Furnas" num prazo de 24 horas, caso contrário "ele vai ver o que é bom prá tosse". Fica clara a tentativa do senador em tentar evitar a apuração das denúncias de caixa dois tucano nas eleições de 2002.

Desde o aparecimento das cópias da famosa lista, V,Exa. e vários outros tucanos de alta plumagem, tentam desqualificá-la, assim como tentaram fazer com a lista de Cláudio Mourão, que além de demonstrar o imenso caixa dois na campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo, mostrou a utilização na mesma de recursos públicos oriundos de empresas estatais e o nascedouro do valerioduto. A tática foi a mesma utilizada agora: desqualificar o denuncinte, falar em falsificação e, quando da comprovação da autenticidade da assinatura e de que não houve montagem, tentar se passarem por vítimas de perseguição da Polícia Federal.

O senhor senador que ameaçou até bater no presidente, me processar, dar prazo de 24 horas para o ministro dizer que a lista é falsa, não mostra a mesma valentia contra o autor da lista. Se, como diz V.Exa. a lista é falsa, a responsabilidade é somente dele, afinal o laudo comprova ser verdadeira a sua assinatura e também não haver montagem. Porque então não processa o Sr. Dimas Toledo? Estaria o senador com medo da verdade?

A bravata e a chantagem de V.Exa., na tentativa de intimidar e sufocar a apuração, pode acabar sendo um tiro no pé. Que Furnas, através de Dimas Toledo, sempre foi utilizada como fonte de arrecadação para as campanhas tucanas, todos aqui em Minas já sabiam, embora até então não fosse ainda comprovado. Era um verdadeiro segredo de polichinelo. Resta agora à PF tornar público o laudo e avançar nas investigações. O ministro é um homem honrado e a Polícia Federal tem atuado com total isenção e liberdade. Nunca se apurou tantos crimes como agora, coisa impossível de acontecer em governos tucanos, que se especializaram em varrer a sujeira para debaixo do tapete..

Por fim, é bom se lembrar que Nilton Monteiro falou que além do original da "lista de Furnas", já apresentado e periciado como verdadeiro, ele possui recibos assinados pelos beneficiados pelo esquema. E é bom não duvidar pois, foi através de suas denuncias, que se desbaratou o grande esquema de corrupção do então governador capixaba (também tucano) José Ignácio e se mostraram mentirosas as versões de Cláudio Mourão, Eduardo Azeredo e agora Dimas Toledo. A verdade virá à tona!


Rogério Correia
Deputado estadual - II vice-presidente da ALMG

Franklin Martins afirma que a “Veja” pagará caro

Afastado da Rede Globo após quase uma década de trabalho, um dos mais conhecidos comentaristas políticos do país analisa a chamada “crise do mensalão” e avalia que a imprensa foi longe demais no episódio.

Publicaram coisas gravíssimas sem qualquer prova, como os casos dos dólares de Cuba ou das contas externas de membros do governo.

Depois sentaram em cima do assunto, como se não fosse com eles.

A “Veja” pagará o preço pela perda de credibilidade.

Não entendo até agora porque a “Veja” faz isso com a “Veja”.

Vai levar muito tempo para que ela recupere a credibilidade.

Fizeram várias denúncias sem qualquer base, sem checar as informações.

A imprensa não pode achar que pega o povo pelo nariz e o leva para lá e para cá.

A mídia está sendo julgada pelos leitores.


Leia entrevista à Carta Maior

Que mistura é essa?

Resta alguma dúvida sobre os verdadeiros motivos dessa moça ter saído do PT? Alguma dúvida do porquê o ACM (também na foto) a indicou como uma das que apoiaram o deputado sócio do Juiz Lalau, na quebra do sigilo do painel eletrônico do Congresso?
Na época a atriz se fez de indignada com seu correligionário, assim como hoje chama de quadrilha aos seus amigos, apesar de, como aqui, não sair do lado deles.
Se eles são os bandidos, qual o papel dessa moça nesse filme? Se é o de cavalo de bandido, qual papel reserva para seus eleitores?

segunda-feira, junho 26, 2006

Frases de efeito

"De tanto ver triunfar as NULIDADES, de tanto ver prosperar a DESONRA, de tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos DOS MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR-SE da justiça, e TER VERGONHA de ser honesto." (Ruy Barbosa)

"A vida na terra é somente uma passagem; no entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, se esquecendo de cuidar das pessoas, do MEIO AMBIENTE e de ser feliz. O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem; por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (autor desconhecido)

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera." (Maiakovisk)

"Todos nós somos seres políticos e precisamos da ética, para promover o bem comum. Ser cidadão com sentimento ético é ter consciência de seus direitos e deveres. Dessa interação, instaura-se uma sociedade democrática humanizada, norteada pelos valores da justiça e da solidariedade." (autor desconhecido)

"A democracia requer, além do voto consciente: A fiscalização dos atos administrativos dos gestores públicos, a discussão da política administrativa e a proposição de medidas para a melhoria da qualidade de vida da maioria da população” (10 Envolvimento)

"Encontre tempo para tentar entender os sentimentos de cada um. Quando o coração está aberto torna-se fácil compartilhar os sentimentos. A face perde sua tristeza. Porém a base para um coração aberto é a confiança. E o primeiro passo nesta direção é a autoconfiança. Você não será capaz de confiar em si mesmo se estiver distante da sua verdade interior. Sentimentos verdadeiros criam um coração limpo. Quando o coração está limpo, é natural sentir o que há no coração dos outros." (Dadi Janki)

26/06/2006
Assessoria de Imprensa - PT/Ba

Senador quer anular proteção a Abrolhos

Sócio de empresa com interesses na região é co-autor de decreto que susta zona de amortecimento do parque marinho

Parlamentar evoca até aquecimento global para justificar empreendimento de criação de camarões e diz não ver conflito de interesse

Um grupo de seis senadores da Bahia e do Espírito Santo elaborou um decreto legislativo com a intenção de anular a chamada zona de amortecimento do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Um dos parlamentares é sócio de um polêmico empreendimento de criação de camarões que, segundo o Ibama e ambientalistas, ameaça os manguezais da região.

O senador João Batista Motta (PSDB-ES) é um dos sócios da Coopex (Cooperativa dos Criadores de Camarão do Extremo Sul da Bahia). A empresa quer implantar no sul da Bahia, entre os municípios de Caravelas e Nova Viçosa, o maior projeto de carcinicultura (criação de camarão) do Brasil, numa área de 1.500 hectares e com investimento de R$ 60 milhões.

O projeto tem apoio do governo da Bahia e enfrenta oposição de organizações ambientalistas como a Conservação Internacional e o Instituto Baleia Jubarte (reunidas na Coalizão SOS Abrolhos), e do Ibama. Eles temem que a carcinicultura vá contaminar com esgotos os mangues que servem de berçário a várias espécies de peixe que habitam o banco dos Abrolhos, o maior conjunto de recifes de coral do Atlântico Sul.

Em maio, o órgão ambiental federal publicou uma portaria estabelecendo a chamada zona de amortecimento do parque, numa faixa de litoral de mais de 200 km entre Bahia e Espírito Santo. Nessa região fica proibida a exploração de petróleo e gás natural, e qualquer atividade econômica com impacto ambiental passa a depender de anuência do Ibama e do conselho gestor do parque nacional -o que dificultaria a instalação do projeto da Coopex.

O Projeto de Decreto Legislativo nº 328/2006, que busca cancelar a zona de amortecimento, é de autoria dos senadores baianos Antônio Carlos Magalhães (PFL), César Borges (PFL), Rodolpho Tourinho (PFL), e dos capixabas João Motta, Marcos Guerra (PSDB) e Magno Malta (PL). Ele diz que a portaria do Ibama está "eivada de vícios", e que "o presidente do Ibama exorbitou suas funções ao restringir atividades na zona de amortecimento" do parque de Abrolhos.
O superintendente do Ibama na Bahia, Júlio Rocha, discorda: "Da perspectiva de análise legal, o Ibama nada mais fez do que cumprir a legislação e a Constituição", afirmou.
Segundo Rocha, no entanto, o Senado tem a prerrogativa de emitir esse tipo de decreto. Se aprovado em plenário, nem o Presidente da República pode vetá-lo. "Não esperamos que seja aprovado", disse.

"Merreca"
O senador João Motta não esconde que é sócio da empresa de carcinicultura. "Eu tenho uma merreca de 50 hectares na Coopex, que eu comprei porque achei que fosse um bom negócio". E afirma não ver "em absoluto" nenhum conflito de interesses entre sua atuação como empresário e o poder de sua caneta como parlamentar.

Motta diz que assinou a proposta de decreto "por entender que é um desrespeito criar área de proteção que implica em desapropriação de propriedades privadas por uma portaria de um diretor do Ibama". Segundo o senador, o objetivo maior do decreto é não inviabilizar a prospecção de gás natural no ES, proibida pela portaria.

O parlamentar acusa os ambientalistas de serem "testas-de-ferro de organizações internacionais que querem impedir o desenvolvimento do Brasil".

Diz ainda que a carcinicultura é sustentável porque reusa a água e ficará longe do mangue. E improvisa um discurso "científico" para defendê-la. "Só o que eles querem é tirar água do mar. E, com o derretimento das calotas polares, isso é a coisa mais sensata que se faz."

Fonte: Jornal Folha de São Paulo – on line

A "Veja" e o Presidente Lula

Roberto Civita, o dono da Editora Abril, pediu ao ex-ministro José Dirceu um encontro com o presidente.

"Não quero falar com esse sujeito", teria reagido Lula à proposta.

Segundo relata o jornalista Attuch, o encontro acabou acontecendo, mas a Abril não encontrou soluções do governo para enfrentar sua dívida de R$ 1 bilhão.

Depois disso, apareceu Roberto Jefferson com o mensalão e Veja se tornou "a publicação com tom editorial mais raivoso em relação ao governo Lula".
(No livro de Leonardo Attuch: A CPI que Abalou o Brasil).

Contraditório, Souto elogia Governo Lula

Na Mensagem da LDO, enviada pelo governador Paulo Souto à Assembléia Legislativa da Bahia, há uma afirmação importante que vale a pena destacar

“O cenário econômico projetado para o próximo exercício leva em consideração as seguintes referências para a economia brasileira:

1 - estabilidade na condução da política monetária, com progressiva convergência do crescimento do PIB nacional para o potencial produtivo da economia;

2 - a manutenção das diretrizes da política cambial; e

3 - a gradual redução da taxa de inflação”.

Para Emiliano José (PT-BA) a citação poderia ter sido feita por qualquer um dos deputados do PT e, se tivesse acontecido isso, haveria muitos protestos dos parlamentares governistas, no entanto, “trata-se do governador Paulo Souto reconhecendo os extraordinários méritos que possui o Governo do presidente Lula, bem como da certeza que possuem até nossos oponentes de que o presidente será reeleito pelo povo brasileiro.”

domingo, maio 07, 2006

Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia dá exemplo de respeito e legalidade

"Esquema de financiamento de campanhas que beneficiava o PSDB, desde 1998, é desmantelado no governo Lula."

O valerioduto, operado pelo empresário Marcos Valério, cujo início, conforme consta da representação encaminhada ao STF pelo Procurador Geral da República, teria ocorrido na campanha à reeleição do governador EDUARDO AZEREDO (PSDB/MG), foi desmantelado na atual gestão.

O operador do esquema aproximou-se sutilmente do Partido dos Trabalhadores participando discretamente da campanha eleitoral de 2002 e tinha planos para arrecadar R$ 1 bi, com a utilização de gestões indevidas no Banco Central, para ações junto ao Banco Econômico, Banco Mercantil de Pernambuco, Oportunity, além de operações de passivos na área de agropecuária.

O operador não conseguiu o tráfico de influência que queria no Banco Central. Da mesma forma, não conseguia contatos com membros do governo Lula, sendo repelido por Zé Dirceu, Ministro da Casa Civil, que não o recebia. A antiga cúpula do partido chegou a ser lesada pelo publicitário, fazendo-a perder o controle sobre as Finanças do Partido.

Após tantas idas e vindas, desiludido com o fracasso em tentar corromper o governo petista, o publicitário acabou por apresentar os seus gastos ao Partido, fato que foi exaustivamente investigado pela CPI do "Mensalão" e CPI dos "Correios".

É o que se depreende de entrevista concedida ao Jornal O Globo, pelo ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Onde há fumaça, há fogo!

O velho ditado continua atual no cenário político. Nas últimas semanas, a sociedade permaneceu atenta aos noticiários para compreender melhor a questão da “lista de Furnas”, sem muito sucesso. A chamada mídia grande – O Globo, Correio Brasiliense, Jornal do Brasil, Estado de São Paulo e Folha de São Paulo – noticiou sem relevância a relação dos 156 nomes de políticos de expressão nacional que figuram entre os beneficiários no envolvimento de caixa dois de financiamento eleitoral, tendo como intermediária a alta direção da estatal Furnas Centrais Elétricas, durante o governo FHC. A lista indica que mais de R$ 39 milhões teriam sido recolhidos entre fornecedores da estatal e destinados a políticos candidatos nas eleições de 2002. Os três primeiros nomes são de atuais pré-candidatos tucanos à Presidência da República. Aliás, o PSDB teria o maior número de beneficiários potenciais, com 48 nomes segundo aquela lista.

Esse esquema de financiamento, se foi efetivado, seria mais uma “bomba” em ano eleitoral. A oposição demonstra preocupação e procura relacionar interesses escusos na sua edição. A antiga ordem dada - “vamos sangrar o governo” - era munição eleitoral que os popupava, até então. Agora, dá claros sinais para que os desgastes e prejuízos eleitorais tenham alcance em todos os lados.
Para alguns analistas políticos, a “Lista de Furnas” é um indicativo de “reversão de forças” na crise política.

O prudente perito, professor Dr. Ricardo Molina diz que por se tratar de uma cópia reprográfica, dificulta a análise, e alerta que “as conclusões definitivas dependem de um exame do original”. Não se pode garantir pelo exame de uma cópia a autenticidade do original, muito embora o 4º e 15º Ofícios de Notas, no Rio de Janeiro, reconheçam - por semelhança - a assinatura do ex-presidente e ex-diretor de Furnas, Dimas Fabiano Toledo, assim como a seriação dos selos apostos na cópia recolhida confira com o período do reconhecimento de firma pelo cartório.

O documento está em poder da Polícia Federal e começa a convocação dos acusados para prestar depoimentos.

Por essas e outras razões, sempre exigimos séria e ampla investigação com caráter republicano, sem paixões partidárias que ocultassem a verdadeira extensão e a origem dos esquemas pré-existentes de tráfico de influência, da advocacia administrativa, das relações de interesses com fornecedores e financiadores de vultuosas campanhas eleitorais. Mesmo tendo notícia informal da lista muito antes de sua divulgação, jamais fiz uso leviano de seu conteúdo. Não pactuo com os métodos que foram usados sistematica e abundamente contra o PT e contra o governo do presidente Lula. Já em 2002, em situação similar, o PT e o candidato Lula se recusaram a emprestar crédito à famosa conexão Caiman, que envolveria altas autoridades do governo passado.

O ex-deputado Roberto Jefferson confirmou à Polícia Federal ter recebido R$ 75 mil para sua campanha em 2002 e disse que a lista é “muito próxima da verdade”, pondo lenha na fogueira. A Polícia Federal e o Ministério Público devem continuar cumprindo o papel de investigadores com muita seriedade. Mesmo que a verdade pouco importe para alguns setores, o importante é a consistência e a legitimidade do processo.

Trazer à CPMI dos Correios o caso da tal lista pode ser nova cortina de fumaça para ocultar seu principal foco de investigação - os contratos eventualmente superfaturados, originados em 2000 - e a prorrogação do palanque eletrônico em que se transformaram muitas de suas sessões. Se quiser ter coerência investigativa, a CPMI terá de ouvir , antes, o denunciante, Sr. Nilton Monteiro, cujo requerimento está aprovado desde agosto do ano passado. Paralelamente, deve aprovar os requerimentos que trazem à CPMI os inquéritos policiais correspondentes. Só então, fará sentido, trazer o réu potencial, Sr. Dimas Toledo. Trazer o réu como testemunha e exigir uma declaração definitiva do Ministro da Justiça sobre inquérito inconcluso, como quer a oposição incomodada, é, outra vez, fazer fumaça.

Os poderes públicos devem uma satisfação responsável e consequente ao povo brasileiro.

O PT já confessou o seu pecado. Substituiu dirigentes, expôs parlamentares, abriu o sigilo fiscal, bancário e telefônico. Mais vasculhado do que o PT, ninguém.

O Presidente Lula cumpre o seu dever. Desde o início das denúncias de corrupção, posicionou-se em defesa da completa apuração, ciente de que um governo sério e democrático promove a transparência. Uma democracia madura, aperfeiçoa os instrumentos de controle político.

Tratar apenas da fumaça não resolverá o incêndio.


Carlos Abicalil é deputado federal, mestre em Educação/Gestão de Políticas Públicas pela UnB e professor da educação básica da rede estadual de Mato Grosso.